Em sua carta ao cunhado, Rabi Gershon de Kitov, o Baal Shem Tov relata uma ascensão da alma ocorrida em Rosh Hashaná de 5507. Ele alcançou o palácio do Mashiach e perguntou: “Quando virá o Mestre?”. A resposta foi: “Quando tuas fontes se espalharem para fora e aquilo que te ensinei e alcançaste se tornar conhecido”.

O centro da visão não é a curiosidade sobre datas. O Mashiach responde com trabalho. A fonte deve transbordar para lugares que ainda não reconhecem sua água. “Para fora” não significa diluir a Torá até que ela deixe de ser Torá; significa conduzir sua luz para além do círculo que já sabe procurá-la.

A fonte continua sendo fonte

A imagem é precisa: quando a água chega longe, não abandona sua nascente. A difusão autêntica preserva a ligação com a Torá, com os Sábios e com a avodá. O ensinamento interior não é propriedade privada do místico; torna-se responsabilidade.

Essa visão orienta a missão da Casa da Cabala. Tornar a Torá conhecida é preparar recipientes para que mais pessoas reconheçam a soberania do Deus de Israel. A fonte se move para fora porque sua origem permanece viva.

Referências

  • Carta do Baal Shem Tov a Rabi Gershon de Kitov, conhecida como Iggeret HaKodesh, impressa em Ben Porat Yosef.
  • Keter Shem Tov, ensinamentos sobre difusão, providência e serviço do Criador.
  • Chavakuk 2:14.
  • Yeshayahu 11:9.