Quando o Ramban chegou a Jerusalém, em 1267, encontrou uma cidade devastada e uma presença judaica diminuta. Em sua carta, descreveu o contraste entre a santidade da terra e sua desolação. Contudo, não permaneceu como observador das ruínas. Reuniu os judeus que encontrou, estabeleceu um lugar de oração e ajudou a renovar a vida comunitária.

O Rishon que havia escrito sobre a santidade da Terra de Israel terminou caminhando sobre ela. Sua interpretação tornou-se endereço. Existe uma hora em que o comentário precisa sair da margem e levantar uma parede.

A ruína não encerra a aliança

Para o Ramban, habitar a Terra não era detalhe arqueológico. A terra participa da aliança e da vida das mitzvot. Sua chegada mostra como a grandeza de Israel frequentemente recomeça sem aparência de grandeza: algumas famílias, um rolo de Torá, uma sala preparada e a decisão de não abandonar Jerusalém ao silêncio.

O retorno não começou com multidões. Começou com fidelidade. O primeiro minyan já continha, em miniatura, a cidade que voltaria a encher suas ruas.

Referências

  • Carta do Ramban enviada de Jerusalém, 1267.
  • Ramban sobre Vayikrá 18:25 e Bamidbar 33:53.
  • Tehilim 102:14–15.
  • Zechariah 8:4–5.