Kain (Caim): posse, oferta e responsabilidade
Kain recebe do próprio Deus a declaração de que pode dominar o pecado. Sua tragédia não é um destino inevitável, mas a recusa de governar uma força que poderia ser elevada.

Havá chama seu primeiro filho de קַיִן (Kain, também transliterado Kayin; Caim ou Cain) e declara: קָנִיתִי אִישׁ אֶת ה׳, “adquiri um homem com o Eterno” (Bereshit/Gênesis 4:1). O nome está ligado a קנה (kaná), adquirir. A primeira criança nascida fora do Éden entra no mundo sob o sinal da posse. Essa força pode construir, cultivar e assumir responsabilidade. Quando se separa da gratidão, porém, começa a perguntar por que o outro recebeu aquilo que eu julgava pertencer a mim.
Kain torna-se trabalhador da terra. Ele não é condenado por cultivar, assim como Hevel não é aceito simplesmente por pastorear. O drama começa na maneira de aproximar o fruto do trabalho de sua Fonte.
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