O Exílio que Abriu os Portões
Em 1548, o Ramak deixou o conforto de Tzfat para caminhar entre ruínas e campos. O que ele buscava não era uma paisagem, mas a presença da Shechiná no exílio.

Tzfat já era uma cidade de alturas. Suas casas se agarravam à montanha, suas vielas recebiam o vento da Galileia e, em seus batei midrash, homens de grande estatura espiritual tentavam compreender o que havia acontecido com Israel depois das expulsões e dispersões. Mas, para Rabi Moshe Cordovero, o Ramak, havia perguntas que não podiam ser respondidas apenas dentro de uma sala.
Ele deixou um registro raro dessas saídas. Não uma lenda contada séculos depois, mas anotações ligadas às próprias caminhadas. A pequena obra ficou conhecida como Sefer Gerushin, o Livro dos Exílios ou das Expulsões. Nela, o Ramak data ao menos algumas de suas jornadas e registra os pensamentos de Torá que lhe vieram enquanto caminhava.
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