A Ofensa que o Céu Ainda Sustenta
O Ramak propõe uma imagem desconcertante: no instante da rebeldia, o Criador continua dando vida a quem O afronta. Dessa cena nasce uma das mais exigentes formas de misericórdia.

Existe um instante que revela quem uma pessoa realmente é: o momento em que ela possui força para revidar.
O ser humano comete uma transgressão usando exatamente a vida que o Criador lhe concede naquele momento. Essa é a situação apresentada pelo Ramak no início do Tomer Devorah ao ensinar a misericórdia. A mão se move porque recebe força. A boca fala porque recebe fôlego. O coração continua batendo enquanto a vontade se volta contra a Fonte da própria existência.
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