Yefet (Jafé): a beleza precisa de uma medida
A bênção de Yefet aproxima beleza, amplitude e responsabilidade. A forma pode honrar a verdade, mas não recebe autoridade para substituí-la.

Uma coisa pode ser muito bonita e estar inteiramente fora de lugar. A frase é simples; aceitá-la costuma dar trabalho. Admiramos uma forma, uma voz, uma inteligência, e logo queremos conceder ao que nos impressionou o direito de nos conduzir. יֶפֶת, Yefet, Jafé, nos permite examinar justamente essa passagem: da beleza que serve à beleza que exige ser servida.
Filho de Noach, Yefet atravessa o Dilúvio e participa do recomeço. Sua primeira ação que merece nossa atenção, porém, não envolve arquitetura nem discurso: junto com Shem, cobre o pai exposto na tenda. Antes de qualquer reflexão sobre a beleza, há um gesto que preserva a honra. É um bom começo para não confundir refinamento com decoração (Bereshit 9:23).
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