Enosh (Enos): como começa a idolatria
Na geração de Enosh, o reconhecimento do Criador começou a ser deslocado para suas criaturas. A Torá mostra como a devoção também precisa de discernimento.

A idolatria pode começar enquanto a boca ainda afirma que existe um Criador. É esse o perigo que a geração de אֱנוֹשׁ, Enosh, conhecido em português como Enos, coloca diante de nós. Filho de Shet e neto de Adam, ele aparece em Bereshit/Gênesis 4:26 no momento em que a relação humana com o Nome divino sofre uma mudança decisiva. A proximidade com as primeiras gerações não impediu que a consciência de Deus fosse deformada.
Shet tinha 105 anos quando gerou Enosh; Enosh gerou Kenan aos noventa e viveu 905 anos (Bereshit 5:6–11). Esses dados o situam numa transmissão concreta, feita de pais, filhos e muitos anos compartilhados. Entretanto, para compreender sua importância, precisamos acompanhar o que a Torá Oral revela sobre aquela geração. Conhecer de quem alguém descende não basta para saber a quem ele presta serviço.
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