Aravá: o ramo não perde seu nome longe do rio
A expressão arvei nachal abre uma discussão sobre espécie e lugar de crescimento. A aravá permite pensar pertencimento sem apagar os critérios da mitzvah.

Um ramo pode crescer longe da margem e continuar sendo aravá. A expressão arvei nachal, empregada pela Torá, recorda os cursos de água, mas a halachá pergunta se essa descrição determina o local obrigatório de crescimento ou identifica uma espécie que costuma crescer ali. A resposta exige mais que uma tradução literal (Vayikrá 23:40).
Exemplares da espécie que crescem no deserto ou nas montanhas também são válidos segundo a codificação do Rambam. O nome ligado ao rio descreve sua ocorrência habitual; não elimina os exemplares que nasceram em outra condição. A identificação continua necessária, inclusive para distingui-la da tzaftzafá, que não ocupa seu lugar na mitzvah (Hilchot Shofar, Sucá veLulav 7:3–4).
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