Etrog: a beleza que não se compra a qualquer preço
A beleza do etrog reúne tradição recebida, integridade da mitzvah e cuidado para que o zelo não se transforme em ostentação.

O fruto permanece na mão esquerda enquanto a direita segura o lulav com o hadas e a aravá. Não se escolhe qualquer fruto bonito. A Torá pede peri etz hadar, e a identificação desse fruto como etrog pertence à tradição recebida de sua leitura. A beleza da mitzvah começa, portanto, antes da comparação entre tamanhos, cores ou preços: começa pelo reconhecimento do que foi ordenado (Vayikrá 23:40; Rambam, Hilchot Shofar, Sucá veLulav 7:2–5).
A permanência na árvore de um ano para outro e a proximidade entre o sabor da madeira e o do fruto aparecem entre as explicações de hadar apresentadas por Rashi. Elas não autorizam cada pessoa a escolher uma espécie nova a partir de uma semelhança que encontrou. O comentário ilumina uma identificação transmitida; não começa uma disputa botânica sem tradição anterior (Rashi sobre Vayikrá 23:40).
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